Translate

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

BOLO DE MILHO COM COCO E CARNAVAL DE 2013




Carnaval, Frevo e o Bloco na Rua......haha





Bloco Carnavalesco Amante das Flores de Camaragibe - Recife



Madeira do Rosarinho
Vem à cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original
Não vem pra fazer barulho
Vem pra dizer e com satisfação
Queiram ou não queiram os juízes
O nosso bloco é de fato campeão
E se aqui estamos, cantando essa canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos madeiras de lei que cupim não rói
(Madeira que Cupim não Rói, de Capiba - 1963)



Então....este ano passamos o Carnaval em Recife, capital do Frevo e de Pernambuco, hehe, e no Interior de Pernambuco, mais precisamente em Surubim, uma cidade de mais ou menos 60 mil habitantes. Como não somos de muita folia, o carnaval do interior foi o ideal. O Carnaval por lá existe, também, e é muito agradável, aquela coisa de família desfilar junto no bloco, entende? E você vai junto, com o bloco, no meio da folia, cantando as marchinhas e admirando as fantasias, a marcha, a dança do frevo, que é espetacular. Em Surubim temos apenas 2 blocos que desfilam no Carnaval fora de época (uma semana depois), mas a cidade recebeu visitas de outros blocos, porém não foi divulgada a hora de todos os desfiles desses blocos, de forma que vimos por sorte, e passaram de frente à casa onde estávamos, hehehe.


Bloco Carnavalesco Amante das Flores de Camaragibe-Recife



E estas marchinhas de Carnaval que posto aqui são tradicionais em Recife, muito cantadas e recantadas pelos blocos e bandas de Frevo



Bloco Carnavalesco Amante das Flores de Camaragibe-Recife






Bloco Carnavalesco Amante das Flores de Camaragibe-Recife



Bloco Rural Andaluza do Engenho - Tracunhaém - Pernambuco




"Eu quero entrar na folia meu bem
Você sabe lá o que é isso
Batutas de São José isto é
Parece que tem feitiço
Batutas têm atrações que
Ninguém pode resistir
Num frevo desses que faz
Demais a gente se distinguir
Deixa o frevo rolar
Eu só quero saber
Se você vai ficar
Ai meu bem sem você não há carnaval
Vamos cair no passo e a vida gozar
(Você Sabe lá o que é isso,Hino dos Batutas de São José,
Jota Sandoval-Carvalhinho, 1955)

Frevo não é muito conhecido no resto do Brasil, mas é uma dança típica de Pernambuco, tendo sua origem neste estado e é tão natural o frevo para o pernambucano quanto é natural o samba para os cariocas. É um ritmo enérgico e uma dança difícil. Associa antigos ritmos nordestinos como maxixe. Recebeu influências da conhecida capoeira (embora não se pareça com essa última na forma de dançar). O frevo ainda lembra um pouco marcha de carnaval. É tudo isso junto, e é dançado com um mini guarda-chuva. É uma dança perigosa, por ter influência de golpes de capoeira, mas não é usada com essa intenção (pelo menos não atualmente). Assim, temos a multidão com passos mais leves e os passistas realizando seus passos acrobáticos.




Bloco Munguzá de Zuza Miranda - Olinda - Pernambuco
Olhem os frevistas no Carnaval de Pernambuco (reparem os mini guarda-chuvas!)



Bloco Rural Andaluza do Engenho - Tracunhaém - Pernambuco





Além do desfile dos blocos carnavalescos, em Surubim tivemos também os trios elétricos cruzando as ruas, e aí era uma coisa mais confusa. Depois da passagem do trio elétrico havia os shows com músicos famosos, Fafá de Belém, Trio Araketu, e no último dia, Alceu Valença, compositor bastante famoso, para mim um dos melhores representantes da música brasileira.





Pátio da Usina - Surubim Pernambuco - Carnaval 2013
Aqui desaguavam os blocos, onde foram instalados  palcos para as apresentações de bandas de Frevo e compositores como Alceu Valença, Fafá de Belém, etc.






 Bloco Lírico Folguedos de Surubim - Pernambuco


Bloco Lírico Folguedos de Surubim - Pernambuco



E para concluir, estou de volta dessas revigorantes férias, que não acabaram ainda, mas já estou no meu lar, na minha cidade e de forma que vou retomando, aos poucos, as atividades no blog.
Estou, antes de tudo dando uma passeada geral pelo blog, reorganizando algumas coisas, arrumando a casa, sabe, tentando deixar tudo mais organizado.


Então, trago também na bagagem uma saudade, uma parte de mim ficou lá, nesta terra tão distante de mim, que moro em Brasília.

E trouxe também, para degustarmos e nos deliciarmos, algumas receitas típicas de lá que postarei aos poucos.


.

E deixando, aqui, esse delicioso bolo de milho, iguaria típica brasileira, de todas as regiões, acho, porque o de Minas Gerais é famoso e leva queijo. Mas, essa nossa receitinha, que eu trago, é nordestina, oriunda do Estado de Alagoas, e é feita com coco.









BOLO DE MILHO VERDE (Alagoas-Brasil)
Rende 10 porções


2 xícaras (280g/10 oz) de grãos de milho verde (cerca de duas espigas médias)
3 colheres de sopa (50 g/2 oz) de manteiga
3 ovos
1 xícara (120ml/12 cl/4.20 oz) de leite
1 ½ xícara (280g/10 oz) de açúcar
1 xícara ( 120 g/4.20 oz) de coco fresco ralado grosso
1 xícara (150 g/5,30 oz) de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
Uma forma de anel com 24 cm de diâmetro, untada e enfarinhada
Forno Pré-aquecido em temperatura média baixa (180º C/360º F) 

AJUDANDO O GOOGLE TRADUTOR: xícara = chávena (Portugal)= taza(espanhol)
                                                                       farinha de trigo = all-purpose flour (inglês)



Bata os grãos de milho no liquidificador com a manteiga, os ovos, e o leite. Acrescente aos poucos o açúcar, o coco, farinha de trigo e fermento. 

Despeje tudo na forma e leve ao forno por cerca de 40 min mais ou menos,(no meu caso foi bem mais porque optei por assar em banho-maria, mas isso não é necessário).

Então, faça o teste de palito, (nunca antes de 30 min de forno), esse teste não tem erro, desde que você faça dos dois lados opostos do bolo, ou seja, às vezes do lado de cá do forno o bolo já assou bem, mas do lado de lá, ainda está semi cru. Sempre teste os dois lados e use uma luva térmica de boa qualidade.





Desculpem não ter fotos melhores, esta fotos foram tiradas à noite, não ficaram tão boas e optei por fazer uma colagem. 





Este bolo é delicioso, macio e não é seco. O sabor do coco e do milho se casam muito bem.Usei uma forma grande demais, maior que a padrão, além disso esta forma tem o anel alto demais, de forma que parece que ele não cresceu, mas cresceu, sim. 




Então, que tal com uma xícara de café? Ou, se preferir, um chá, suco, também cai muito bem com este apetitoso bolo!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

FÉRIAS.....TÃO MERECIDAS FÉRIAS!









Então, estou entrando de férias, e ficarei  afastada deste meu cantinho por cerca de um mês. Mas, não me esqueçam porque voltarei com a pilha toda, prometo que partilharemos mil e uma receitinhas deliciosas!

E, pra quem gostou desta torta da foto, basta clickar aqui, ó,  no meu blog mesmo, mas deixo o link completo abaixo:


. Bjos e bom apetite!





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CREME BRÛLÉE



Sempre que como esse famoso doce, lembro-me do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain) onde Amélie diz adorar quebrar a casquinha do caramelo com a colher.....engraçado, eu sempre adorei fazer isso também...será que é assim com todo mundo? Eu costumo adiar ao máximo, puxando o doce embaixo da capinha, até que vou com a collher e....brammmmm.....delícia!!





Existem tantas receitas de creme brûlée, que foi uma verdadeira tortura escolher qual eu iria fazer. Pois, dependendo da receita, sobressai-se uma característica do prato e em outra receita vai se sobressair outra característica, e cada receita tem uma nuance diferente.

Então, comecei com esta receitinha que eu achei neste site, link  logo abaixo, e é claro, adaptei um pouquinho. O que sobressaiu - o aveludado do creme. Porém, ainda farei experiências.Tentarei, claro, outras receitas e postarei aqui, com certeza.



CREME BRÛLÉE



Receita levemente adaptada deste site: cooking for engineers (engraçado, achar uma receita francesa num site americano, mas....esta receita já virou um clássico mundial. Fazer o quê...


350 ml (12 fl oz) de creme de leite fresco
350 ml (12 fl oz) de leite
½ xícara de açúcar
½ colher de chá de extrato de baunilha ou uma fava de baunilha ( usei a fava)
5 gemas
6 ramequins  de tamanho médio
Uma forma de alumínio onde caibam todos os ramequins

Misture o leite com o creme de leite e leve ao fogo até quase ferver e desligue.

Mexa as gemas e adicione o leite aos poucos, às colheradas, e mexa. Se adicionar rápido demais, as gemas cozinham. Muita calma nessa hora!!!!

Acrescente o extrato de baunilha. Se não  tiver, use a fava, bastando abrir a vagem no meio com uma faca, raspar as sementinhas pretas e colocar no creme. Torne a misturar.

Depois de tudo bem misturado, passe por uma peneira, para retirar as películas do ovo e evitar o gosto forte do ovo.

Coloque a mistura nos ramequins, disponha-os dentro da forma e cubra a forma com água na altura da metade dos ramequins.

Leve ao forno médio (250º C) por uma hora, mais ou menos. Dependendo do tamanho dos ramequins, pode ser em menos tempo.

Faça o teste: tente balançar um dos ramequins (cuidado, use luva térmica de boa qualidade) ele deve balançar bem pouco e o centro deve estar firme.




Estando no ponto, retire a forma do forno e deixe esfriar completamente. Leve-os a geladeira por no mínimo 4 horas. Eu deixo a noite toda.







E agora vem o melhor: O momento de caramelar essa delícia! Basta colocar uma colher de sopa de açúcar sobre cada ramequim e queime com  um maçarico culinário. Então você terá o “creme queimado” que é a tradução de creme brûlée, um clássico doce francês, que faz tanto sucesso  no mundo inteiro.




Não poderia ser de outra forma, pois sua cremosidade aveludada junto com a crosta de caramelo... Amélie Poulain, eu também adoro quebrar o caramelo com a colher....tem coisa mais gostosa?