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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

BOLO DE MANDIOCA Pedaçudo que dá gosto






Há quem goste do bolo de mandioca ralado bem fininho ou batido no liquidificador. Não é minha praia. O bolo ganha outra consistência, fica homogêneo demais. GOSTO DELE PEDAÇUDO, o aroma da mandioca se espalhando pela casa. O AROMA E O SABOR FICAM DIFERENTES, ACREDITE. Não sei o porquê, acredito que se você bate a mandioca e o coco no liquidificador, quebram-se as moléculas, transforma-se tudo num mingau e o cheiro, o sabor, lógico, não vai ser o mesmo do bolo pedaçudo, mas macio, consistente mas agradável...eu diria, agradabilíssimo.

Bolo de Mandioca:

4 xícaras de mandioca ralada no ralo grosso
¾ xícara de açúcar
1 ½ xícara de coco ralado no ralo médio e um pouco no ralo grosso
1 lata de leite condensado
2 colheres (sopa) de manteiga
3 ovos
forno pré-aquecido a 250ºC

Junte tudo, misture bem. Fica mais ou menos assim: 




Coloque numa forma redonda de furo no meio, tamanho padrão ou uma retangular. Forno a 220/250ºC, por 45 min ou mais. Faça o teste do palito. Ou de um garfo ( o bolo fica feio, com marca de garfo, mas....se não tiver palito, use o garfo mesmo). Então espete o bolo e se sair limpo, está ok.

Não é fácil?
Não, claro que não. Tem que ralar a mandioca, o coco. E é preciso alguém que saiba ralar ou você vai ralar os dedos. Mas eu tenho um truque, hehehe

Confesso que tenho uma auxiliar craque nisso. Você pode pedir a alguém pra ralar o coco e congelar para seu posterior uso. Fica tão gostoso quanto.
Se tiver que ralar, eu ralo, mas lá se vão os dedos juntos, sem contar que levo uma década....
Já falei que detesto leite de coco de garrafinha? Pois é. Compro os cocos, peço para quebrá-los no próprio mercado. Em casa são ralados e postos para congelar, na mesma hora. Tenho sempre um estoque.
Já a mandioca, essa tem que ser ralada na hora, nunca tentei congelar já ralada. O que faço é comprar ela fresca e ralar assim. Ou, no desespero, uso a mandioca congelada, dá certo só que é ruim  para ralar. Mas, seu bolo ficará tão gostoso quanto. 





domingo, 16 de dezembro de 2012

BOLO DE VINAGRE




Tão macio que derrete na boca








Esta ilustração foi retirada deste site (livraria)

“ O Natal se aproximava.(...) Ma andava ocupada o dia inteiro, cozinhando coisas gostosas para o Natal. Preparou pão de sal e pão de centeio com milho, biscoitos suecos e uma grande panela de feijões cozidos com toucinho e melado. Preparou tortas de vinagre e tortas de maçã seca, encheu de biscoitos um grande pote e deixou Laura e Mary lamberem a colher da massa.” (Do livro Uma Casa na Floresta, de Laura Ingalls Wilder)”.










Este livro faz parte de uma série de livros da autora Laura Ingalls Wilder(1867-1957). Laura, durante a infância viajou de carroça com a família pelo Oeste dos Estados Unidos, quando este ainda quase que totalmente desabitado, sempre em busca de um lugar para estabelecerem morada. Moraram na floresta no Wisconsin, depois nas campinas habitadas por índios não muito amigáveis, moraram à beira de um riacho, (senão me engano em Minnesota) até sua morada definitiva no Dakota do Sul, e todas essas aventuras foram narradas nos nove livros da série Little House. Laura nos conta também as aventuras daqueles que foram os primeiros a desbravar o Oeste selvagem dos Estados Unidos e  sua série de livros tornou-se um clássico da literatura infanto-juvenil norte-americana. Laura é uma sensação nos EUA, que sabem valorizar bons trabalhos. A casa onde viveu transformou-se em museu, assim como vários pertences de sua família, pertences esses descritos nos livros. Apesar da vida árdua e difícil, Laura narra fatos corriqueiros mas cheios de significados, momentos felizes, momentos de luta.
O que gosto no estilo de Laura é que há uma certa poesia em sua narrativa. E, que, além disso, ela prima em mostrar aos jovens, “sentimentos e valores que não queria que se perdessem e que muitos podem considerar ultrapassados: obediência, respeito à família, pudor, simplicidade, sinceridade, esforço para o bem comum”(Mariana Hoffmann).
 Narrrava também  tudo o que se ia à mesa, desde o fabrico, por sua mãe, de pães, queijos, manteigas, linguiças e outros, que ela narrava com riqueza de detalhes, até o preparo, de pratos, triviais mas deliciosos, que sua mãe fazia, além de narrar o preparo da balas de espingarda que seu pai fazia e outras curiosidades.

 Separei esse pequeno trecho acima porque além de pitoresco é estranho ao nosso paladar. Torta de vinagre (??), de maçã seca, feijões cozidos com toucinho e melado, iguarias típicas estadunidenses.
Mas o que encanta, não são os pratos em si, mas o prazer com que as pessoas acompanhavam a confecção e ansiavam pelo  momento de consumir essas iguarias.

Feijões cozidos com melado e toucinho não é novidade, já ouvi falar muito disso. Mas, torta de vinagre???!!!!
Então, após pesquisas na blogosfera estadunidense, constatei que a torta de vinagre é receita antiga, não se usa mais e que, segundo um dos sites, provavelmente foi criada pelas pioneiras em razão da falta de ingredientes frescos, como limão. Ainda assim, tem quem faça e existe receita.
 Aquelas belas tortas de limão, sabe? Faziam com vinagre. Já de bolos, achei apenas alguns com chocolate e vinagre.
Bolos de vinagre achei foi mesmo nos sites e blogs brasileiros. Prometiam um bolo fofo e sem gosto de vinagre. Gostei mais ainda da idéia.


Então, em homenagem aos pioneiros e aos queridos livros de Laura Ingalls Wilder, resolvi fazer este bolo de vinagre.

O bolo é tão macio que derrete na boca, Ele tem um sabor levemente ácido, como um autêntico bolo de limão (aqueles feitos com raspas e suco de limão). E tem também um gosto camuflado do próprio vinagre, um resíduo, mas é agradável. Outras pessoas comeram e não sentiram ou não se incomodaram com isso. Não é só o acre, é o sabor mesmo, por isso, escolha um vinagre que você goste. Usei vinagre de maçã, talvez seja isso, porque não gosto muito dele, era o que tinha disponível. Portanto, utilize um vinagre de cidra ou outro de sua preferência. Use limão para eliminar esse resíduo do sabor do vinagre, se não o desejar, que dá certo.
Achei que o vinagre servia para dar um tom cítrico, em tempos que não havia o frescor do limão durante os invernos prolongados nos EUA, num tempo não globalizado. Isso é verdade, segundo rumores pela própria internet. Mas, ao mexer a massa, percebi que há outro grande objetivo: amaciar o bolo, porque a massa se torna cremosa, logo à adição do vinagre.

Ah, não me inspirei em nenhum site, para esta receita, visto que não há uma receita clássica. Nem mesmo a proporção do vinagre é padrão, pois variam de 2 colheres de sopa a 100ml.
Acredite, duas colheres de sopa de vinagre não fazem diferença nenhuma na maciez do bolo. Eu fiz e constatei; para fazer diferença, ¼ de xícara de vinagre é o mínimo.

Fiz tudo da minha cabeça, usei minha receita de bolo básico. Mas, se quiserem mais inspirações, basta jogar no google, “bolo de vinagre”.


 Não tem foto do bolo, mas assim que eu fizer novamente,
coloco a foto aqui!    





Bolo de Vinagre

3 ovos
2 xíc (chá) de farinha de trigo
1 e ½ xícara de açúcar
3 colheres de sopa de manteiga
¾ xícara de leite
3 tampinhas de essência de baunilha ( se tiver a fava de baunilha, melhor)
¼  xícara (ou 4 colheres de sopa bem gordas)  de chá de vinagre de cidra ou outro de sua preferência
1 colher de sopa de fermento em pó
raspas de um limão, se desejar
Forno pré-aquecido a 180º C ou 200º C ( 400º F)
forma redonda de furo no meio ou retangular ( 20/28 cm)

O procedimento é o mesmo de um bolo simples. Fiz como faço qualquer bolo.
Bata bem o açúcar com a manteiga e as gemas, na mão ou na batedeira. Adicione as raspas de limão, se for usar.
Acrescente a farinha e leite aos poucos, batendo sempre.
Em seguida, adicione o vinagre, mexendo bem.
Por último, acrescente o fermento e as claras batidas (até quase atingir o ponto de claras em neve).
Unte e enfarinhe a forma, despeje a massa e leve ao fogo por talvez 30 min. Faça sempre o teste do palito se não tiver prática. Espete o bolo, se sair seco, está ok. Retire o bolo e deixe esfriar.
DICA: nunca mantenha o bolo no forno, depois de desligado, pois ele fica ressecado.
DICA 2: Aumente o Forno para Temp.Alta (250ºC) ao colocar o bolo, deixe por 10 ou 15 min e abaixe para Temp. Média.(200/230º)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CAÇAROLA ITALIANA OU BOLO DE LEITE ESPECIAL









Esta receita é conhecida em todo lugar como caçarola italiana. Só que, no Nordeste temos o bolo de leite, que nem ganhou essa fama toda no Brasil que a caçarola italiana tem, mas que é muito conhecido e apreciado no Nordeste inteiro, e é igualzinho em sua base. A diferença é que na caçarola italiana temos queijo e coco para um sabor extra. Para mim, a caçarola italiana é um bolo de leite incrementado.



Caçarola Italiana ou Bolo de Leite Especial


5 ovos

3 xíc. de leite

1xíc. de queijo parmesão ralado na hora

1 1/2 xÍc. de coco ralado natural

1 1/2 xÍc. de farinha de trigo

2 xÍc. de açúcar

1 colher de sopa de fermento em pó



Bata tudo no liqüidific​ador. Forno pré-aqueci​do a 200ºC. 40 min + -

Viu só? Não tem mais fácil. Vapt-vupt.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

TORTA DE BETERRABAS E TOMATES ASSADOS






Uma das coisas mais deliciosas que já provei




Não sou craque em massa de tortas, fiz poucas até hoje por achá-las trabalhosas. Exatamente por não saber, não ter o traquejo. Pois minha irmã já gosta de fazer tortas: faz uma massa de torta num segundo, sem mistérios e atrapalhações. E olhe que vai menos à cozinha do que eu. No olho, sem medir ingrediente nem nada. Então, é tudo uma questão de experiência e prática. Como fazer arroz – é preciso prática para não empapá-lo ou deixá-lo duro.

Torta de Beterrabas e Tomates  Assados






o recheio foi pura invenção minha mas a idéia de acrescentar ao recheio ricota e queijo roquefort não é minha, eu vi neste site, bom, por sinal, na minha pesquisa por tortas de beterrabas, (usei o gorgonzola no lugar do roquefort).



Para a massa:

1 ¼ xíc. (175g) de farinha integral orgânica (é mais fina que a integral comum)
75 g de manteiga gelada em pedacinhos
1 ½ xíc. colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de sal
2 colheres de sopa de tomilho fresco ou 1.c.sopa se for o seco
2 colheres de sopa de salsinha
3 colheres de sopa de suco de limão

Recheio:
2 beterrabas médias
4 tomates sem sementes, cortados em gomos, cada gomo em três partes
1 cebola média cortada em gomos
½ pimentão amarelo pequeno
4 colheres de sopa de leite
1 xíc. de ricota esmigalhada
açúcar mascavo para polvilhar as beterrabas
flor de sal ou sal a gosto
1 colher de sopa de Ervas de Provence ( ou o mesmo tanto de sálvia e orégano)
1 colher de sopa de tomilho
flor de sal ( ou sal refinado)
um pequeno pedaço de queijo gorgonzola para finalizar o prato (opcional)

Antes de tudo, coloque a beterraba para cozinhar, 10 min na panela de pressão, com água que cubra 2/3 da beterraba.

Massa:
Misture a farinha com a manteiga gelada, com rapidez e cuidado para a manteiga não derreter demais. Acrescente os demais ingredientes, faça uma bola e corra com ela para a geladeira, envolta num saco plástico, para que fique lá se refrescando, hehe.

Agora, Disponha numa forma de alumínio um fio de azeite, o tomate, a cebola, o pimentão amarelo, regue com mais azeite, salpique flor de sal, mais ervas de provence e tomilho, e forno pré-aquecido a 200ºC. Deve ficar por lá uns 20 min. Quando o tomate e o pimentão murcharem e exalarem um aroma inconfundível na sua cozinha, deve estar bom.

Tire a massa da geladeira, abra numa superfície enfarinhada com rolo de macarrão, e quando estiver no ponto, leve para a forma, sem untar. Vou ser sincera, a minha massa ficou esfarinhenta, embora eu tenha colocado um pouco mais de manteiga. Creio que a farinha integral é mais difícil de trabalhar pela quantidade de fibras. Então, se acontecer com você, abra a massa na própria forma, amassando com as mãos,como eu fiz, ficou uma beleza!





Forre a massa com papel manteiga, encha de feijões e leve ao forno por uns 10 min mais ou menos. Tire a massa do forno, retire o papel manteiga ( os feijões pode guardar num recipiente só para esse fim).

Retire o recheio e deixe esfriar um pouco.

Tire a pele da beterraba e corte em gomos não muito grossos. Salpique açúcar mascavo.

Misture a ricota com algumas colheres de leite para ficar mais cremosa, salpique sal e ponha sobre a massa.
Enfie gomos de beterraba na cama de ricota e intercale com os tomates, cebolas e pimentão assados. Por último, para dar um retoque, adicione queijo gorgonzola  em pedacinhos por toda a torta (opcional).

Leve essa gostosura colorida e nutritiva para o forno. Uns 10 min é o suficiente ( eu usei o grill).
Retire do forno e sirva, não precisa ser correndo, ela pode, sim, perder um pouco de calor e mostrar toda a sua crocância.


Esta torta deliciosa é tão rica em sabores e nutrientes (inclusive a proteína da ricota) que dispensa carne, para os que não gostam. A mim, bastou uma boa salada e arroz. Somente. Muitoooo bomm. Aqui todos gostaram.


 Essa deliciosa massa de farinha integral fina, é crocante embaixo e úmida e esfarelada no centro, (massa podre) lembrando a textura de uma farofa e por ser a massa temperada, fica mais saborosa ainda.











quarta-feira, 28 de novembro de 2012

VOLTANDO... COM QUEIJADINHA DE FORMA






Então, foimuito tempo. Meses e meses.
 É que tanta coisa acontece, tantos outros assuntos,outros hobbies....bem, a cozinha é um deles, que adoro. O blog, é outro hobbie, porque é como abrir a janela da cozinha para o mundo, para quem mais quiser vere para eu ver o mundo através dessa janela. A blogosfera é imensa e adoro passear por ela. 
Não sou cozinheira, nem cozinho diariamente, mas quando cozinho, é sempre com prazer. Nada feito por obrigação tem graça. E quando posto, é com a mesma satisfação, pois tem que ser assim. E isso de blog, isso de postar....!!! não tem nada igual...surgem outros assuntos e a conversa não pára. Porque outros hobbies, outros prazeres chegam junto.
Então, aqui estou, de volta!

QUEIJADINHADE FORMA

Ah, delícia! Essa receita é antiga, nem lembro mais a fonte, escrita a mão num caderninho de receitas. É receita mineira, eu penso, porque em Minas, tudo é feito com queijo, hehe. Já no nordeste, a queijadinha é feita com coco.Lembro-me, que, na época, eu a adaptei pois era de forminhas. Comigo,virou de “formona”, hehehe, pois a forma grande é mais prática, quem concorda??
Ah, o queijo que usei foi especial. Ganhei da minha tia, delicioso queijo parmesão produzido no frescor das serras mineiras, por onde ela mora. Delícia, quero mais, viu? hehehe, brincadeira.






4 ovos
uma lata de leite condensado
um copo de leite (use a lata do l.condensado como medida)
uma colher de sopa cheia de açúcar


200 g (7 oz) de queijo parmesão fresco ralado na hora
2 xícaras de coco ralado.

Sem segredos. Misture tudo. Unte e enfarinhe uma forma rasa (20cmX 28cm), coloque em forno pré-aquecido a 200ºC (400ºF).

Ajudando o Google Tradutor:
Queijadinha de Forma significa uma queijadinha feita numa forma de bolo (cake pan), retangular, porque usualmente as queijadinhas são pequenas, como muffins e são feitas em pequenas formas. A tradução literal  do Google Tradutor como Queijadinha with fashion não faz o menor sentido, hehehe.


 Média de tempo no forno? Depende do seu forno, talvez uns 30min ou mais, ou menos. Cheque com um palito, se sair limpo, estará pronto. E estará delicioso!

sábado, 14 de abril de 2012

Pão Doce Trançado - Pães de Páscoa III





Eu gostaria de ter colocado essa receita antes da Páscoa, mas, por diversos motivos, a gente nem sempre consegue postar a tempo, ou mesmo fazer a receita a tempo para tirar a foto. Outras vezes a gente faz a receita, mas não fica perfeita, ou não dá tempo de tirar a foto.....Essa receita resulta num pão macio e crocante por fora.




- 500 g (1.10 lb) de farinha de trigo
- 100 g (0.35 oz.) de açúcar refinado, de preferência baunilhado
- 10 g (1 colher de sopa) de fermento biológico seco
- 100 ml (3.4 fl oz/1dl) de leite morno
- 150 g (ou uma xícara de chá rasa) de manteiga derretida (meça primeiro, depois derreta)
- 4 ovos
- 1 pitada de açafrão
- sementes de erva-doce (opcional)
- 4 tampinhas (ou meia colher de sopa ) de essência de baunilha


 - AJUDANDO o google tradutor
- açúcar refinado, de preferência baunilhado - super-fine sugar/castor sugar/aromatizado com
   vanilla bean;     
- farinha  - all purpose flour;
- xícara - chávena(Portugal)/taza (espanhol)

Misture e peneire os ingredientes secos e o fermento, juntamente com umas pitadas de açafrão. Abra um buraco na mistura e coloque o leite morno aos poucos, a manteiga, os ovos batidos e vá mexendo, incorporando a farinha aos poucos. Depois de tudo misturado, trabalhe a massa e sove, pressionando a massa com as mãos várias vezes, até ficar macia e homogênea.
 Forme uma bola e ponha numa vasilha, coberta por um pano de prato limpo, levando a um lugar livre de corrente. De preferência no forno desligado, por duas horas, no mínimo.
Trabalhe novamente a massa e faça duas tranças. Ponha uma do lado da outra numa forma grande retangular, untada. Deixe crescer por mais um tempo (duas horas).
Pincele a massa com uma colherada de ovo batido  misturado ao leite.
Leve ao forno médio preaquecido por uns 20m, ou até a massa atingir o ponto ideal, ou seja, quando estiver dourada.
Sirva essa delícia ainda quentinha, com manteiga, no café da manhã ou no lanche..



DICAS:  se a massa estiver muito pegajosa, enfarinhe as mãos para trabalhá-la. Só acrescente farinha se muito necessário. Coloque no fundo do forno, uma pequena forma com água. O vapor deixará o pão mais crocante.

sábado, 24 de março de 2012

Medalhão de Robalo Ao Molho De Coco



Ou quase isso! É uma moqueca suave, quase como a moqueca capixaba, só  que leva um pouco de leite de coco para realçar o sabor. A verdade é que eu tinha uns medalhões de robalo e queria adicionar ao peixe um sabor suave e ao mesmo tempo que se fizesse presente. Pensei logo no leite de coco.
Mas não serve o de garrafinha, não! Tem gosto de sabão. Você não vai querer o seu delicioso peixe com sabor de sabão, não é mesmo? Aliás, você não vai querer fazer nada com leite de coco de garrafinha porque fica tudo com gosto de sabão  – bolo, pudim, receitas salgadas, curau....definitivamente, esqueça a garrafinha.
Hoje em dia é super fácil comprar coco fresco. Já descascado, no ponto. Não é difícil encontrar nos supermercados em pedaços acondicionados em bandejas. Melhor ainda: escolha um coco e peça para quebrarem na hora. Leve para casa e o que não usar na hora, congele. Dura um tempão. Então, antes da receita do peixe, vai a receita do leite de coco:

LEITE DE COCO -  para fazer o leite de coco: bata cerca de ½  coco grande, descascado e picado no liquidificador com um pouco de água morna. Depois, tire do liquidificador e acrescente 1/2 copo de água fervente. Em seguida, passe por uma peneira, espremendo bem. Repita o procedimento, com um pouco mais de água fervente, tornando a passar na peneira. Cuidado para não por água demais, e o leite não ficar muito ralo. Busque um ponto ideal. Feito isso com cuidado, está pronto seu leite de coco para ser usado imediatamente.

Voltando ao peixe, não tenho exatamente uma receita, mas um...

MODO DE PREPARO:

- Tempere o peixe com antecedência de 2 ou 3 horas, com limão, um pouco de gengibre ralado e pouco sal.
- Forre uma panela com azeite, rodelas de tomate, de cebola e disponha os medalhões sobre essa cama. Faça mais uma camada cobrindo os medalhões. Acenda o fogo e deixe refogar, pegar sabor. Não deixe queimar.
- Acrescente um copo ( ou mais) de água com um pouco de colorau.
- Deixe cozinhar uns 5 minutos como se faz  com uma moqueca. Acrescente o leite de coco ( um copo grande) e deixe terminar o cozimento ( cerca de 15 min).Desligue o fogo.
-   Sirva bem quentinho à sua maneira – pode ser com um arroz bem branquinho, ou batatas assadas ou sauté, pirão, salada, ou o que desejar, pois um bom peixe combina com quase tudo.
- Escolha o acompanhamento e delicie-se!



domingo, 18 de março de 2012

Hamburger Caseiro

                               Sirva no sanduíche ou com uma salada, ainda quentinho, recém-feito. 

É a receita do Jamie (para os íntimos, hehe). E é claro que dá certo, é fácil, simples, e por isso mesmo, sensacional! Não tem segredo, aliás, se tiver, é um só! Não deixe passar do ponto, pois fica seco, borrachento, perde a cor bonita, fica sem graça, mesmo! Bem, é a melhor receita que já fiz, dentre tantas, visto que o sabor e a textura ficaram do jeito que eu queria.

Receita do livro Revolução na Cozinha,Jamie Oliver, levemente adaptada

Rende, em média, 8 porções, bem polpudas, cada hamburger serve muito bem uma pessoa.

1k e 200g de patinho moído (peça ao açogueiro para moer- só uma vez mesmo - é melhor do que comprar aquela que já está moída)
salsinha, beeeem picada (eu corto com tesoura culinária)
cebola picada
1 colher de chá de mostarda de Dijon
1 ovo
sal a gosto
azeite de oliva  extra-virgem
24 bolachas cream crackers ( eu fiz com bolacha d’água)


Embrulhe as bolachas num pano de prato e esmague-as o quanto conseguir - a idéia e formar uma farofa. No meu caso, ficaram vários pedacinhos inteiros, o que dá p conferir até na foto. Então, de posse das bolachas, misture todos os ingredientes, menos o azeite. Faça bolas gordas, achate-as, modele cada uma com cerca de 2 cm de espessura, regue-as com azeite, disponha numa travessa e ponha na geladeira até a hora de usar.
Use uma grelha ou frigideira grande antiaderente, aqueça um pouco antes, e acomode os hambúrgueres, dois de cada vez (depende do tamanho da sua frigideira, eles não podem soltar suco) e grelhe por 3 ou 4 minutos de cada lado. Se ainda estiver cru no centro, vá retirando da grelha e acomodando no forno aquecido a 160º, e deixe alguns minutos ali, até ficar no ponto.

Tãaooo delicioso e o  melhor, sem conservantes, e sem aquele monte de gordura, dos hambúrgueres de caixinha. Gosto de fazer essa quantidade, porque congelo alguns, devidamente embaladas no filme plástico.


domingo, 11 de março de 2012

Salada Niçoise



Esta salada é super simples de fazer, e  leva esse nome por ser originária de Nice, França. 
E esta versão é bem dia-a-dia, mesmo. Com o que você tem em casa.
Nesta acima, misturei batatas cozidas, cenouras também cozidas em palito, tomates sweet grapes, azeitonas pretas, atum em pedaços e enfeitei com cebolinha e salsinha. Na hora de servir, rega-se com vinagre de arroz ou limão e, se desejar, sal. Faltou a vagem-macarrão, mas, ficou deliciosa, mesmo assim! Uma refeição completa, por causa do atum (proteína), batatas e cenouras (carboidratos) e os tomates.
DICA: Cozinhe a batata cortada em pedaços grandes, em água e sal, de forma que a água cubra as batatas. Quando cozidas, corte-as em pedaços menores.
Cozinhe as cenouras separadamente, em outra panela, no mesmo esquema, porém, deixe a cenoura levemente "ao dente".
Reserve a água que cozinhou as batatas e cenouras. Não utilizo no arroz, porque aqui em casa, não faz sucesso, mas uso no feijão, na sopa, no refogado de algum legume, ou, simplesmente congelo.
Por último, lave as azeitonas em água filtrada numa peneira, para sair o excesso de sal. Misture todos os ingredientes suavemente. Leve à geladeira até hora de saborear!!









sexta-feira, 2 de março de 2012

Salada Refrescante


Agora estou no meu momento salada, hehe. Adoro uma boa salada, e tenho uma quedinha por aquela salada simples, sem muita proteína, só para acompanhar a refeição, sem ser ela própria, a refeição.
Não tem mistério nenhum e para fazer essa salada é tão fácil que basta ver a foto. Disponha tudo de uma forma agradável e pitoresca. Coloque por cima um pesto de azeitonas, cebola roxa, salsinha, cebolinha. É tudo! Jogue o molho que quiser - eu prefiro os não calóricos, tipo um bom vinagre, ou um suco de limão, sal. Dê uma regadinha com azeite, mas pouco, mesmo e pronto!


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ciambella - Pães de Páscoa II


Há anos que quero fazer esse pão doce. Em uma de minhas revistas antigas, guardo essa receita com carinho, até que hoje, tirei a dita do fundo do baú. E não me decepcionou, pois realmente é deliciosa! Este tradicional doce italiano, é  proveniente da Romanha. Segundo a revista, é servido na Itália pela manhã, com café e leite ou, como sobremesa, acompanhado de um vinho doce.

Levemente adaptada da Receita de  Cláudia Cozinha, edição especial nº 21/1999 (tempo do ronca, mas super valiosa!)

4 xícaras de farinha de trigo (480g)
1 xícara de açúcar (140g)
3  ½  colheres de chá de fermento em pó
½ colher de sopa de casca de limão ralada (1 e ½ na receita original)
1 xícara de manteiga derretida (200g)
¼ de xícara de leite morno(60ml)
1 ovo

Aqueça o forno a 180º (médio baixo).
Unte e polvilhe uma assadeira de 25cm por 35 ou 40cm. Reserve.
Misture bem todos os ingredientes.
Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e sove a massa  até ficar homogênea, por uns cinco minutos. A massa é um pouco quebradiça, vá acrescentando farinha para ficar no ponto de enrolar sem quebrar.
Forme um rolo com cerca de 5 cm de diâmetro e junte bem as pontas. Coloque cuidadosamente na assadeira.
Pincele com gema ou leite com açúcar (prefiro essa última forma).
Leve ao forno  por cerca de 40 minutos. Tire do forno e espere esfriar antes de servir essa delícia!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Salada Caprese



Esta salada é tão simples e tão gostosa! Uma receita italiana que leva tomate, mussarela de búfala e manjericão, regado no bom azeite de oliva extra-virgem e aceto balsâmico.
Segue aqui uma versão minha – pois tenho várias versões  – dessa salada deliciosa.

Corte rodelas de tomate, de preferência bem vermelhinho,  disponha-os numa travessa. Cubra com nozinhos de mussarela de búfala e fatias de minicebolas em um montinho “despretensioso”. Faça um pesto com manjericão e azeitona  – pise no pilão algumas folhas de manjericão fresco,  gotas de aceto balsâmico, uma pitada de sal (opcional) e bata bem. Retire do pilão, acrescente azeitonas verdes bem picadas. Regue as rodelas com essa mistura,  mais um fio de azeite de oliva e sirva!
O tomate da foto não estava vermelhinho, mas, vida de dona de casa é assim! A gente vai fazendo com o que tem em casa! Ficou delicioso!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rosca Doce - Pães de Páscoa I


Verdade que ainda não chegou a Páscoa, mas os pães a gente já pode ir fazendo...pretendo postar vários pães, daqui até lá, pois Páscoa, além do já famoso chocolate,  lembra pão caseiro, roscas doces com frutas e especiarias, bolos, etc.
Apesar do calor, choveu um pouco neste domingo, e um pão caseiro combina com chuva...essa rosca doce é fácil de fazer, não tem como errar, mesmo quando a gente faz com pressa, meio que na correria, ela dá certo.
O meu ontem, foi na correria ;). Além de ser a cara da Páscoa e do Natal, tem cara de domingo, também.
Minha mãe gostava de fazer pães caseiros, e havia épocas, em que ela estava menos atarefada, em que não entrava outro pão lá em casa, a não ser os pães caseiros – em que ela se aperfeiçoou bastante – tipo franceses, ou os doces, em que a massa era feita pela manhã e assada no final da tarde, onde o aroma do pão se espalhava por toda a casa. Desde aquela época, eu criava e recriava receitas de pão, baseada na experiência de minha mãe e, de vez em quando, saía uma receita maluca feita por mim – às vezes dava certo, outras não!
Essa receita foi uma das que deu muito certo – mas foi pacientemente elaborada e reelaborada até chegar ao ponto que eu queria – uma massa doce, porém sem muito gosto de fermento – rústica mas macia, deliciosa para comer recém-saída do forno com café com leite (ou chá) e manteiga.

700 g de farinha de trigo
10 g de fermento biológico em pó seco ( uma embalagem)
150 g de açúcar baunilhado ( ou duas tampinhas da essência de baunilha)
1 ovo
1’50g de manteiga
250ml de leite morno
100g de uva passa
50 g de frutas cristalizadas
margarina ou óleo para untar
farinha de trigo para untar


Misture bem os ingredientes secos. Faça uma cova no meio e coloque o ovo, a manteiga levemente derretida, o leite aos poucos e vá incorporando os líquidos à massa.






Amasse bem até formar uma massa homogênea. Faça uma bola, coloque numa vasilha grande e tampe com um pano de prato. Leve a um lugar quente para crescer. Eu coloco sempre no forno.
Lave as uvas com água fervente,  escorra numa peneira, e seque com um papel toalha. Misture as frutas cristalizadas. Polvilhe com farinha de trigo e reserve.
Quando a massa duplicar de volume ( cerca de uma hora a duas), acrescente as uvas passas e frutas cristalizadas. Amasse mais um pouco, divida a massa em duas bolas (se for fazer dois pães)  e deixe crescer mais um pouco.(cerca de30 m).
Agora trabalhe o formato do pão desejado. Numa superfície limpa, polvilhe um pouco de farinha de trigo e molde a massa. Eu costumo fazer dois pães em forma de trança, que resulta num pão muito bonito. Para isso, de cada bola faça três rolos compridos e os enlace cuidadosamente como uma trança. Unte e enfarinhe duas formas e deixe descansar mais um pouco ( no mínimo 20 m), para tornar a crescer. Pincele leite com açúcar (ou uma gema acrescida de gotas de leite doce) e leve ao forno pré-aquecido a 250º até dourar.

Como estava com pressa, fiz uma trança só, e resultou nesse pão tamanho família, hehe, a massa cresceu tanto que descaracterizou o formato da trança, dando um ar rústico e interessante.


"...um pão bem quente, com manteiga à beça..."
é sempre delicioso!